Posts Tagged 'Amor'

Rascunho

sunflower sun

 

Desculpa, mas não sei como começar.  Já tentei algumas dúzias de palavras, rabiscos, verbos que se dão todos pra tentar dizer, mas são mudos. Não consigo encontrar a medida certa do que meço com tanto cuidado pra escrever, e no final não me serve.  Não há no mundo nenhuma palavra que diga, mostre, cante na medida certa o tamanho e a força da luz em que você se faz em mim.
Brilho. Quando você chega, chega junto contigo um metro e meio de sol, iluminando tudo e todos que estejam perto de você. Esquenta, colore de verde e azul qualquer noite escura, qualquer dia cinzento, qualquer julho. Qualquer momento se faz fevereiro, se faz férias, festa, fogo! Faz sol quando você está.
E o verbo ser deixa então a forma física e mostra você comigo, no estar de todas as coisas… em todas as músicas, em todas as formas, em todo o mar. Está em todas as pessoas que passam, mas não são. Está no amanhecer gelado de inverno, e na noite quente que cai macia. Está em tudo que me privo… e em absolutamente tudo o que me permito. Está no colorido do reflexo do sol na gota de chuva, na gota de lágrima, na gota de mar que seca na pele.
Você faz parte dos meus dias como uma parte sua que me permiti ter, e tenho, e gosto, mesmo sem conhecer por inteiro. Escolhi sua parte dourada pra carregar por dentro, e me parece tão completa que me basta.
Desculpa, mas não sei como terminar. Não sei se quero; não quero. Mas não sei deixar no infinitivo o que infinito já é por si só, o que gira em torno de mim sem que eu escolha, o que não me pede permissão pra ser, e invade, e é. Assim sol, indiferente às cortinas das minhas janelas, indiferente à noite, à chuva ou ao tédio.  Invadida que fui, não pedi permissão pra dizer… apenas disse.
É injusto não mostrar pra alguém todo o bem que esse alguém faz, mesmo sem saber.  Não sei se devia, se devo ou não. Sequer sei o que será agora. Não sei nem o que é… aliás, sei. É sol. Só sol. Iluminando mais um rascunho mal feito de tudo o que eu preciso dizer, mas não sei como.
Desculpa.

Common Grave

I was home through the night
I was on my own
I’m alone and fight
I thought with myself ( alone)
That’s none of your business
I’m busy in love

I’m in panic, I’m in pain
I’m in me, I am the same
I’m in panic, I’m in pain
I’m in love, I am insane

That’s none of your business
I’m busy in love

Don’t wanna fall in love, I want to rise in love
I wanna Fall in you, to Summer you, to Winter you
I want to Spring in love… with you

There’s nothing to say, there’s nothing to sigh
If I can’t have you today, I want you to die
Buried in a common grave and far from my heart

Paulinho Moska

[…] be the sky as I fall

“I don’t mind, cause meeting you I left my past behind.

You’re so kind, oh, you’re so kind.”

Sobre cravos e rosas

Recebi hoje esse texto e achei tão fofo e verdadeiro, que resolvi postar.

romanticos

Românticos são nervosos, roem unhas, fingem que sabem fumar. Românticos não sabem dizer oi, também não sabem se despedir.
Eles não querem se despedir. Românticos beijam com os olhos, com as mãos, com a nuca.
Deixam a boca para o fim.
Românticos não querem o perfeito, só querem se caber — em algum lugar, eu digo.
Eles cabem em si, eles se sustentam, eles alimentam o romantismo sem a ajuda de ninguém. Nasceram assim.
É dom. Românticos são lindos. Tem defeitos instigantes e desvio de septo. Uns são boêmios, outros poetas. Uns e outros são.
Os românticos desajeitados pedem ajuda para as flores.
Os românticos desajeitados mandam flores e cartões, ainda que a letra dos versos não seja a dele. Mas a vontade foi. A vontade é.
Você descobrirá e rirão juntos. Românticos sabem rir.
Os seus risos disparam flores. As suas bocas são canhões de jardim. Românticos vão ao cinema, flertam com o vento, querem um par para ver a lua.
Românticos tentam decorar o número de pintas e sardas que o rosto de seu amor abriga,mesmo que ainda não seja amor.
Eles querem ligar no dia seguinte e dizer: oi, você tem 47 pintas, que vão da testa ao colo.Eu reparei, eu sou romântico!
Querem dormir em laço, acordar laçados. Querem esquecer onde colocaram o juízo.
Querem esquecer o juízo em casa junto com o casaco. Querem esquecer o casaco para andarem abraçados.
Querem que o mundo seja par, que os passarinhos se beijem durante o voo, que o avô diga que conquistou a avó com um cravo roubado do quintal do vizinho.
E antes dela, mais três donzelas: antes botões, agora rosas.
Nem sempre querem vinho, nem sempre querem sexo. Eles querem florescer.

Daqui.

🙂

esse post é só da Ló.

Pelo carinho de sempre, pelos detalhes, por todos os anos. Pelas noites em claro deitada na sua cama e chorando no seu ombro. Por ter me ensinado Finanças e me ajudado passar em Psicologia, Filosofia, Sociologia e todas as outras logias da faculdade e as da vida de tanto tempo juntas. Por ter me ouvido sempre, e por ter me deixado ser o ouvido pras suas dores e o colo pras suas lágrimas tantas vezes. Por ter me feito rir quando eu precisei, por ter me dado bronca quando eu precisei, por ter estado lá quando eu precisei, por precisar de mim. Por todas as cervejas que tomamos juntas e por todas as que combinamos e ficou só nisso. Por todos os episódios de Friends, por todos os sanduíches na padoca podre da esquina, por todas as vezes que reclamei do cheiro de cigarro em casa, por todas as risadas pelas costas daquela insuportável que só a gente lembra e sabe quem é. Por ter me deixado conhecer todos os seus amores e julgá-los, e por saber de detalhes da minha vida que poucas pessoas sabem, e julgar apenas a felicidade que cada um destes detalhes pode me trazer. Por ser sempre o ombro pra quem posso correr às 4h da manhã, mesmo que isso ainda não tenha acontecido – mas vai acontecer. Por me convidar pra ser madrinha do seu casamento, por fazer questão da minha presença na apresentação do seu PGE, por todos os ataques de fúria na madrugada. Por aquela vez que você entrou bêbada no táxi e perguntou pro motorista quanto custava pra ir pra casa, e por aquela outra vez que tomamos chuva correndo de volta pro nosso primeiro apartamento na Humberto I. A Teca era pequena, você lembra? Pela nossa mudança de casa, que você ficou responsável e me ligou chorando e fui embora do meu terceiro dia de trabalho na Abril pra ajudar você. Pela comemoração comendo um Mc e matando a prova do Barbosa, aquele bêbado. Por me ensinar a fazer miojo com tempero frito, pelo susto que te dei quando a Teca comeu seu pintinho de brinquedo, por termos ido naquele show do Victor e Leo e passado o maior frio. Por dançar comigo na formatura, por fazer uma mini-chuquinha no cabelo na hora de tomar banho e me matar de rir da sua cara de idiota. Por ter me apresentado um dos meus melhores amigos, o senhor seu marido, que me faz rir da dementice que só ele sabe ter e só você poderia amar também em alguém. Por amar. Sem fim, sempre, todos, e não ter vergonha de dizer e sofrer ou se alegrar por isso. Pelas noites de quinta no Pitu, que agora são de sexta e Deus sabe pra onde irão. Por me entender sempre, o tempo inteiro, independente da situação, do momento, do contexto. Pelos conselhos que só você sabe dar, e por me apoiar mesmo que eu não os siga. Por morrer de preocupação só porque a Claro endoidou e eu não atendi o telefone, só porque ele não tocou. Por querer chamar a polícia por isso. Por beber tanto que vira sonâmbula e vai bêbada dormir no quarto vizinho no hotel e matar todo mundo de desespero te procurando, mesmo que eu não tenha visto isso. Por rir da Annoying Orange e da chinesa louca do aeroporto como se isso fosse a coisa mais engraçada de todos os tempos, e por rir mais ainda quando eu conto. Por nunca termos brigado na vida. Por jogar Mario Galaxy no Wii pra todo o sempre, e por torcer pro São Paulo, mesmo eu nem ligando pra futebol. Por estar sempre com sono, mas animada pra ir pra qualquer barzinho ou balada a qualquer hora. Por rir de todas as minhas piadas. Por me chamar de Mulis, e ser a minha irmã.

Esse post, Lózinha, é só seu. Por tudo que você foi e é pra mim, desde o primeiro dia que te conheci naquela salinha na ESPM e te chamei pra morar comigo. Eu não sabia que tinha sido uma das melhores decisões da minha vida, no dia. Mas não demorou muito pra eu saber. Pessoas como você são tão difíceis de encontrar que não é difícil identificar seu valor quando se encontra.

Eu amo você, com todo o meu coração. E vou amar sempre. Porque amigos são a família que nós escolhemos, e eu escolhi você, desde o início.

Esse post é seu, porque isso me importa. Por tudo o que ele diz, e por tudo o que não cabe nele por ser dito, mas que você sabe.

Você sempre sabe.

 

lo

tão correto e tão bonito

 

E ainda estou confuso.
Só que agora é diferente:
Estou tão tranquilo
E tão contente.

—–

“Atenção absoluta me proíbe de ver. É a distração que enxerga.”

“Todo mundo quer ser equilibrado, mas o amor é puro desequilíbrio.”

Fabrício Carpinejar

—–

Update importante pra por aqui:

"O Essencial é invisível aos olhos

Meu bem hoje me pede pra apagar a luz… Mas pôs meu frágil coração na cruz do meu medo particular…

Sei lá, com a tua ausência tudo se transformou em caos… mas já são 4 e tal…

O desamparo que não me deixava dormir, as horas passavam por ali e eu já não sabia mais de nada. Respirei mas não adormeci.

Então… No meu externo silêncio e na gritaria que eu guardava, segui meu dia, sem ti e sem nada.

Faltava quase nada para o fim, mas lá vem você na madrugada… Com essa voz dizendo assim (…)

Agora já não lembro nada sobre rostos, letras, semelhanças… Não quero mais saber, não. Mais nada.

A alvorada vem aí… E pensei em quantas vezes fui injustiçada por tentarem buscar explicações para tudo, inclusive para o que se sente. Quer saber? Ainda estou confusa mas agora é diferente, finalmente estou tranqüila e contente!

O que era dor me deixou sorrir, por que abri meu peito e resolvi desatar os nós.”

do blog da Lulu.

I’ll be there for you

 

So no one told you life was gonna be this way…
Your job’s a joke, you’re broke, your love life’s DOA!
It’s like you’re always stuck in second gear…
When it hasn’t been your day, your week, your month, or even your year
but..
I’ll be there for you
When the rain starts to pour
I’ll be there for you
Like I’ve been there before
I’ll be there for you
‘Cuz you’re there for me too…
You’re still in bed at ten and work began at eight
You’ve burned your breakfast so far… things are goin’ great
Your mother warned you there’d be days like these
Oh but she didn’t tell you when the world has brought
You down to your knees that…
I’ll be there for you
When the rain starts to pour
I’ll be there for you
Like I’ve been there before
I’ll be there for you
‘Cuz you’re there for me too…
No one could ever know me
No one could ever see me
Seems you’re the only one who knows
What it’s like to be me
Someone to face the day with
Make it through all the rest with
Someone I’ll always laugh with
Even at my worst I’m best with you
, yeah
It’s like you’re always stuck in second gear
When it hasn’t been your day, your week, your month,
or even your year…
I’ll be there for you
When the rain starts to pour
I’ll be there for you
Like I’ve been there before
I’ll be there for you
‘Cuz you’re there for me too…
I’ll be there for you
I’ll be there for you
I’ll be there for you
‘Cuz you’re there for me too…

Pra Fran e Iris. Sem mais.


Muris in the air

Acho que posso considerar este blog como uma espécie de sanatório particular. Psicanálise digital. Do tipo: eu reclamo, você lê. =o)

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