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Prorrogação do 2º tempo

Segundo astrólogos, numerólogos e enchedólogos de linguiça, o Inferno Astral da pessoa começa 30 dias antes do dia do aniversário. O meu começou dia 15 de dezembro. Pois bem. O 1º tempo do meu Inferno Astral foi sensacional. Fui pro Rio 2x, uma delas pra passar o ano novo SEULINDO em Copacabana essa semana o mar sou eu, vendo a festa de fogos no rabo na beira da praia. Inesquecível, lindo. Até os vôos fodidos e atrasados da Webjet deram certo, saímos no horário e voltamos pra Congonhas ao invés de Guarulhos, de graça.

cirilo

Mas daí…

Daí dia 3 começou o 2º tempo do Inferno Astral. Volta à labuta. Crises constantes de dor de cabeça, pepinos e mais pepinos. E mais pepinos. E gente, eu ODEIO pepino com muita força, acho que tem gosto de melancia, mas não é melancia, é pepino, e eu odeio pepino. No dia 10, mais especificamente, foi um dia tão cagado, mas tão cagado, que se eu soubesse tinha saído com uma Pampers enfiada na cabeça. Foi um dia em que saí de casa UMA HORA antes do trabalho mais especificamente, pra chegar lá no horário. Nesse dia uma porra de uma kombi caiu na puta que pariu de não sei onde, e o trânsito ficou completamente parado. Pra ajudar, quando cheguei – atrasada – não tinha vagas na rua. Sim, porque esses donos de botecos de merda acham que a rua é deles, e colocam cones e pedaços de concreto na frente do estabelecimento (sic) deles, pra que ninguém estacione. R$15 de estacionamento pelo 4º dia consecutivo. Faz as contas. Na mesma manhã soube que minha viagem pra Pipa no carnaval tinha miado. À tarde, recebi notícias desagradáveis. No fim do expediente fiz uma cagada manumental e deletei uma planilha que havia feito manualmente por 2 anos. Tá bom pra vocês? “Nããããooo, tia Muuuuurissss"!!”. Bem crianças, então saibam que não terminou por aí! Alegre No dia do meu aniversário tive uma crise de enxaqueca no meio da festa por que a lente infeccionou meu olho, e cheguei em casa chorando de dor. Vocês pensam que terminou? Nããããoooo! Smiley de boca aberta Na segunda-feira fui convidada pra conversar (sic) na salinha de reuniões com os diretores da empresa. RS. ~todos tem medo~ CLARO que foi pra me contarem sobre uma reestruturação bacaninha na minha área e blablabla. Conclusão: juntei meus panos de bunda e vim embora pra casa. 

Esse tempo todo, levei numa boa e tirando aquele mal estar comum de não ter muito o que fazer fora procurar vagas e coisas do tipo. Mas daí teve hoje.

Daí teve 9h de viagem de ônibus com tosse e dor de cabeça, seguida de uma entrevista que atrasou um pouco (apesar de ser pra uma vaga que quero muito, torçam aí por mim meninos e meninas seus lindo) e de um trânsito na Marginal que, tenho certeza, é como o caminho do inferno (eu acho que quando você é ruim e morre, quando vai pro inferno, você não é empurrado um poço abaixo por um anjinho sacana ~rs~ e cai no caldeirão do hulk capeta não. Eu acho que você tem que pegar um carro sem ar condicionado e atravessar São Paulo inteirinha pela Marginal às 18h, até chegar no inferno, pq é aí que começa seu castigo galero), acabei não conseguindo chegar em outra entrevista, que era às 18h30. OKAY RS NÃO VOU FICAR CHATEADA. Smiley nerdpensei eu inocentemente. Daí fui linda no mercado comprar alguma coisa pra comer, cheguei em casa, tomei 500mg de paracetamol (que é fabricado no céu junto com tylex e miosan) , coloquei uma coca pra gelar e deitei aqui. Fui pegar a coca delícia agora pra ver se melhorava minha tosse filhadumaputa e ORA VEJAM VOCÊS! Abri a garrafa e apertei ela sem querer, o que resultou num jato de coca cola subindo aos céus e caindo diretamente na comida das gatas e na manga do meu pijama limpo que acabei de tirar da mala.

niagara

Aí lindos, foi de MAIS. PRECISEI vir aqui descarregar essas energias negativas que estão PAIRANDO SOBRE MIM nessa prorrogação do segundo tempo do meu inferno astral pq OLHA, NÃO TÁ FÁCIL PRA NINGUÉM. Sejam bonzinhos, peguem maus fluidos que emanam desse post pra vocês. Se cada um pegar um pouquinho isso só vai dar uma dorzinha de dente ou uma topadinha com o dedinho na cama pra vocês, mas pra mim lindos vai resolver a vida. Vamo tá fazendo isso? Pq eu não acendo mais nem vela que é capaz de por fogo na casa.

Muito obrigada pela atenção e fica aqui o meu apelo. Se vcs nao puderem ajudar pelo menos xinguem a mãe do juiz e avisem ele que 11 dias de prorrogação de Inferno Astral é DE FODER.

Att.

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por obséquio, vamo tá colaborano

Tenho andado de bode de um monte de coisas (insira aqui seu suspiro pensando “que novidade”), mas tem algumas que tem me tirado mais do sério.

Sempre fui e ainda sou fã de um monte de gente, e quem me conhece sabe disso muito bem. Vou a um milhão de shows, compro discos e DVDs, converso a respeito, ouço 500x as mesmas músicas e tudo o mais. Mais: quando tem algum show muito esperado se aproximando, fico bem mala sobre o assunto, ansiosa, pululante desesperada pra chegar logo. Sei disso tudo tanto quanto quem me conhece bem. Admito.

Só que ultimamente tem me enchido um pouco o saco perceber que o fato de gostar de alguns artistas tem poluído todas as redes sociais das quais faço parte. No Orkut tenho mais perfils fakes da artistas nos amigos que amigos em si, e não sou eu quem solicita essas amizades. Tem ficado impraticável acessar o site sem ver 500 fotos (repetidas e velhas) atualizadas diariamente em 300 perfis diferentes. No Twitter é a mesma coisa. Só que daí, são meus amigos de verdade. Eu só sigo no Twitter quem eu gosto e conheço, e ler os meus amigos falando todos os dias as mesmas coisas sobre os mesmos assuntos sobre as mesmas pessoas tem me irritado e me levado a 1 cm do impulso do Unfollow. Nada pessoal. Mas eu sigo 200 pessoas, e muitas delas conheci justamente pelos gostos em comum. Até aí, normal. Só que eu não consigo acreditar que essa galera só goste de uma coisa. Que esse povo não ouça outras músicas, não vá ao cinema, teatro, baladas, botecos, festas. Que não namorem, não viajem, não pensem em nada além. Não vejam TV, séries, filmes. Não consigo acreditar que esse povo só saiba falar de um único ídolo e só. Não, não consigo.

Repito: eu também sou fã. De nascença. E de muita gente. Só que vamo tá variando o tópico das conversas, né. Nada que é em exagero faz bem. E disso eu posso falar com toda a certeza.

Isso tudo pode ser birra, TPM, e com certeza não se aplica a todo mundo. Mas o blog é meu e eu falo nele o que eu quiser e os incomodados que se retirem e meu cu.

Tiro ao Álvaro

Vai. A porta esteve aberta o tempo todo, e infelizmente foi por essa porta aberta sempre que você entrou sem ser convidada. Entrou e se acomodou, fez de mim a sua casa, se sentou no meu chão arranhado de tanto arrastar móveis tentando fazer mudanças e tocou seu violão ruim.

Jamais te mandei embora, nem mandaria. Fiz meu papel, fiz minha parte, te fiz amizade, te fiz ombro, saudade que senti. Senti. Sem ti. Quem é você?

Quando você irá cair em si? Água de torneira não volta, já dizia aquela canção, e o que guardo aqui não é mágoa, são somente as lágrimas já empedradas que guardei nos bolsos para o momento oportuno. As pedras essas que saíram de mim vindas do seu dentro gelado e estranho. Se me tranquei por dentro de você, não sei. Em mim, só o que resta são cacos de um amor desbotado como o vestido na quarta feira de cinzas, e as cinzas do cigarro que você dizia fumar tem a cor opaca parecida com o que sinto. Sem vida.

Parei e olhei pra mim. Fiquei de fora e olhei por dentro. Encontrei pessoas preciosas e brilhantes que me surgiram como presentes do destino e acaso, esse mesmo que te enfiou errôneamente na minha vida. Te enfiou em desesperanças e promessas que jamais se cumpririam, jamais se realizariam, jamais seriam.

Vai. Sai pela porta aberta e vai encontrar teu lugar lá longe, segue o rio do teu caminho sem explicação que não tem nada não. Eu vou por aí. Tô caindo fora! Só não te esquece que sempre chega a hora da solidão, sempre chega a hora de arrumar o armário e encontrar numa caixinha de sapato escondida o bilhete do suicida antigo.

Tudo passou: o início, o meio, o fim. Vai. Não tem mais rua encontrando nossas vidas, não tem mais noite clara na raridade da verdade da tua ilusão. Confesso que pra mim, hoje, já é indiferente.

Mas vai, que não tem perdão. Me deixa em paz.

“Mesmo que os romances sejam falsos como o nosso
São bonitas, não importa
São bonitas as canções”

 

Saudade…

… eterno filme em cartaz.

Virtual (mente)

“Pra ir pro paraíso, tudo que eu preciso?
De outra realidade pra anestesiar.”

Common Grave

I was home through the night
I was on my own
I’m alone and fight
I thought with myself ( alone)
That’s none of your business
I’m busy in love

I’m in panic, I’m in pain
I’m in me, I am the same
I’m in panic, I’m in pain
I’m in love, I am insane

That’s none of your business
I’m busy in love

Don’t wanna fall in love, I want to rise in love
I wanna Fall in you, to Summer you, to Winter you
I want to Spring in love… with you

There’s nothing to say, there’s nothing to sigh
If I can’t have you today, I want you to die
Buried in a common grave and far from my heart

Paulinho Moska

Exercitando a paciência. Capítulo I: no supermercado.

Hoje eu fui no supermercado fazer umas compras. Eu normalmente gosto de fazer compras, exceto pela parte de chegar em casa e guardar tudo.
Lotado, cheio de gente fazendo compras de mês, aquelas filas quilométricas. As pessoas parecem que estão ali disputando com você os produtos das promoções, e não fazendo compras de coisas que estão em falta em casa.
Eu adoro cebola, e fui pegar algumas. Tinha um monte de gente ali, e um cara, aparentemente inofensivo, escolhendo as dele. Conforme fui procurando as cebolas que eu ia querer, vi que elas estavam meio descascadinhas, machucadas. Comentei com ele:
– Credo, estão feias, né?
E ele, com ar de desdém:
– É, mas a R$0,38 o quilo você queria o quê?
GROSSO. Eu nem tinha visto o preço da cebola. Frutas, legumes e verdura são o tipo de coisa que, na minha opinião, você compra por quê acabaram na sua casa, e por quê estão bonitas na prateleira. É diferente de escolher um pacote de macarrão mais barato. Enfim. Parti pros tomates. Peguei um lindo, vermelhinho com "cabelinho" verde em cima, e ele tava sujo com alguma gosma  de um tomate primo dele que estragou no caminho. Sujei a mão e falei:
– Eca, que nojo.
Mas falei pra mim mesma. Nisso uns meninos que estavam por ali me olharam com cara de "fresca".
Fiquei na minha.
Por todos os lados tias de tênis no celular berrando:
– Tô aqui no ovo!!!! Tá R$1,99 a dúzia mas tá acabando, cê qué que eu pegue pra você?? Ahn??? Não tô ouvindo!!! ME ENCONTRA NA PEIXARIA! PEIXARIA!!
Mercado de peixe – mesmo.
Peguei o resto das coisas que eu queria e fui pagar.
Depois de 500 anos esperando na fila do caixa, quando chegou minha vez de ser atendida, uma das caixas ali perto simplesmente SURTOU. Eu não sei se com algum cliente, ou algum colega. Eu só sei que a mulher saiu correndo do posto dela berrando, e de repente tinha uns 3 segurando ela e mandando ela se acalmar. E ela continuou berrando. Todos – gregos e troianos – ficaram estáticos e automaticamente amigos compartilhando a cena e comentando entre si sobre o absurdo. Eu, por minha vez, virei pra moça do caixa em que eu estava e disse:
– Nossa, o que aconteceu?
E ela:
– Ah, eu não sei não, moça. Mas ela tava de licença, coitada. Voltou faz uma semana. Ela sofre de sistema nervoso.
Engoli. Respondi um simples:
– Ahm…
– É. Mas sabe viu moça, eu acho que a gente que trabalha assim tem que ter paciência. Tanto com os clientes quanto com os colegas, por que aqui tem muita gente grossa. Eu por exemplo AMO meu trabalho, por quê eu AMO trabalhar com o público. Sempre trabalhei com o público. Meu irmão trabalha no Zoológico, e eu não ia suportar o silêncio. Amo público! Amo barulho! Já até trabalhei na feira, de tanto que gosto de trabalhar com público.
Foi de mais. Saí de lá agradecida de só ter que voltar daqui um bom tempo.


Muris in the air

Acho que posso considerar este blog como uma espécie de sanatório particular. Psicanálise digital. Do tipo: eu reclamo, você lê. =o)

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