Archive for the 'sono' Category

Não tô afim de títulos.

Pega meu sono, pega o mau humor quase crônico, pega uma semana que teve altos e baixos tão frequentes que deixou tudo praticamente ondulado. Coloca tudo no liquidificador e acrescenta açúcar.

Daqui do 18º andar é tudo bem silencioso, ainda mais nesse horário que não é nem almoço nem tarde ainda, que a sala está vazia. Dá pra ouvir a batida monótona da construção em frente ao prédio, os carros passando na rua – não muitos. Nada de buzina nem de sirenes de polícia e ambulância hoje. Não fosse o apito alheio dos elevadores avisando sempre que alguém chega no andar, eu estaria ainda mais nostálgica hoje, me lembrando dos meus 11 ou 12 anos. Esse tempinho meio quente, meio frio, o céu cinza/branco, o silêncio e o barulho de construção. Vivi a vida toda num bairro meio afastado, onde sempre estavam construindo alguma casa. Mas agora vivo numa cidade afastada, numa vida afastada de todo mundo daquele tempo… Ou não, na verdade. E também não que isso seja exatamente ruim, Brasil. Mas né. Nostalgia deixa a gente meio retardado. Ou vai ver que é o sono que me deixou meio retardada hoje. Ou o mau humor. Ou a semana enrolada. Ou o excesso de trabalho. Ou excesso de gente me enchendo o saco.

Tudo o que eu queria agora era deitar no sofá, com a casa bem limpa, me cobrir com meu edredom vermelho novo macio, ligar a TV num programa bem bacana sobre insetos ou alguma coisa assim (rá) e dormir. E se alguém vier me encher o saco, erguer uma plaquinha com uma frase que vi ontem numa camiseta no shopping (que aliás, eu vou comprar com certeza):

VOCÊ PRA MIM É PROBLEMA SEU.

joinha[5]

Beijomeliga.

Sexta 13.

Nesse final de semana, eu vou:

  •  Dormir, dormir e dormir
  • Assistir a 7ª temporada de Friends inteirinha. Quem sabe a 8ª.
  • Lavar, hidratar e secar meu cabelo
  • Ficar em casa de bobeira
  • Levar a Teca pra passear
  • Procurar não me entopir de porcarias.

Neste final de semana, eu não vou:

  • Me deprimir por estar completamente sozinha em casa
  • Ficar com raiva de todo mundo que está, neste momento, com o namorado no colo
  • Comer um monte de tranqueiras
  • Gastar dinheiro à tôa
  • Já falei de ficar com raiva de todo mundo que está com o namorado?
  • Ficar com inveja do namorado novo da cunhada que vai estar lá na praia, com a minha Liliquinha

E tenho dito.

 

Bite me, bitch.

Bite me, bitch.

Salada

Faz tempo que to sumida do blog, e agora meu teclado não tem mais acento circunflexo. Bacana né? Eu tento escrever um tõ e sai um to (com acento) com som de tã. Sei lá, enfim.

Aí que tõ (tã, whatever) trabalhando pra caramba. Assim, o “pra caramba” fui eu que adicionei, mas é um trabalhando que me sinto podre de cansada e sonhando com minha cama no fim do dia. Não que isso nunca tenha acontecido antes, nada disso, veja bem. Pelo contrário: para eu desejar minha cama não precisa muito, muito menos ser o fim do dia. Mas ando bem cansada mesmo, mentalmente. Engraçado que agora moro bem mais perto do trabalho, não tenho PGE pra fazer nem qualquer outra obrigação durante a semana, e eu sinto que passo muito menos tempo em casa que antigamente. Por que será? Tudo bem que chego no trabalho mais cedo, e saio do trabalho mais tarde que fazia antigamente, mas a faculdade me sugava a alma de tal forma que pensei que esse ano seria muito menos estressante. Só que tá sendo bem foda! Parte psicológicamente afetada á parte, ou to ficando velha ou to ficando mala, mesmo. Vai saber.

Falando em gente mala, eu tenho a impressão muito nítida que a galera do meu prédio é tão cuzona quanto eu. Sério. Assim, o prédio tem 9 apartamentos por andar, e 14 andares de apartamentos. São 126 apartamentos. São todos de 1 quarto, mas tem muito casal que mora aqui. Vamos considerar que 1/3 dos apartamentos é de casal, ok? São cerca de 170 pessoas morando no mesmo prédio. Aqui tem uma garagem enorme de fundos, ao ar livre, uma na frente e 4 subsolos de garagem. E, meu, é só chegar em casa depois das 20h que simplesmente não tem mais vaga, a não ser no -3 ou -4! Daí eu fico pensando: CARALHO, esse povo não sai?! 8h30 da matina tá tudo vazio e 20h tá tudo cheio. E não é só durante a semana não, antes que comecem a me chamar de “futinútil”. Aos finais de semana também! Fala sério, povo parado! Acho engraçado que quando vou trabalhar de manhã, tem velhos no elevador e aperto o -4, já olham pra mim com cara de :”Chegou tarde ontem, né moça?”. Meu cu.

Enfim, além dos problemas psico-profissionais e com tios cuzões no elevador que julgam vc pela garagem que tá seu carro, semana passada fui na academia (Ó!) e fiz a primeira aula de Yoga da vida. E assim, foi meio que uma mistura de ridículo com extremamente relaxante. A gente tem mesmo que captar energia e cantar mantras bizarros? Me deu uma vontade de falar pra tia: então flor, eu vou só alongar aqui enquanto voce fala com voz normal em vez de parecer um monge tibetano cantor de roupa de ginástica,ok? Bjomeliga., mas não falei. Notei que tinha lá uns aspirantes a monge bem concentrados e vai que todos eles resolvem fazer montinho em mim? Não tava preparada espiritualmente ainda pra ser rejeitada pelos malucos da yoga. Mas gostei! Semana que vem volto lá.

Pra completar, sábado passado me deu nas louca, subi nas tamanca e fiz uma tatuagem bem enorme na perna direita. Ficou “mara”, como diriam aspirantes emergentes de orkut, mas a bendita tá cicatrizando e coçando tanto que ás vezes me sinto um cachorro com sarna terminal. Meu cu (2).

E chega, tõ (tã) com preguiça e sono pra escrever mais.
A voces minha homenagem ao novo presidente dos EUA e fui.

Azul

Tá, última vez que mudo o layout. Ehehe.

Hoje fui num curso sobre oferta, compra e mensuração de mídias digitais. Das8h30 da aurora às 17h30 da noite fria e nublada de São Paulo ouvindo vários tios falarem e taus. E eu pesquei.
Assim, fazia muito tempo que eu não pescava em locais públicos, juro. Mais ou menos um ano, eu diria. Desde o final de junho do ano passado que não vou pra faculdade depois do dia inteiro de trabalho assistir aula, e então acabou-se a pescaria. Ou eu tava com sono e ia dormir, ou estava com sono e ia embora mais cedo das reuniões de pge e etc.
Mas hoje eu pesquei.
Na verdade eu começei com essa coisa ontem, não sei o que tem me dado. Um sono, sono, absurdo! E eu tenho dormido muito bem! Deito cedo, acordo num horário bom. Mas sabe quando as pessoas falam e o olho arde e sua cabeça começa a pensar em coisas irreais e a ouvir apenas um zumbido leve? A cabeça vai pendendo, o corpo vai amolecendo, e daí BAM, alguém fala um pouco mais alto e você toma um puta susto do caralho e tem certeza que te viram pescar. Mas ninguém nem notou, na verdade. Daí parece que o sono some, né. Você fica desperto e acompanha o pessoal na risadinha da piada que você nem ouviu. Ridículo. E você pensa: “agora vou ficar esperta, há!” – ledo engano. Em 3 minutos sua cabeça tá pendendo de novo. Daí você resolve melhorar a situação, né? Abre um caderno/jornal/livro/ revista e finge ler com o rosto apoiado nas mãos. E as vozes vão ficando longínquas e o zumbido volta, e o corpo vai amolecendo e BLAM, o cotovelo escorrega e vc quase cai de boca na mesa. Nessa hora umas 3 pessoas te olham com cara de riso (um idiota até ri de leve), e você sorri e abre o olho feito coruja (OO). Tenta prestar atenção e de novo… é incontrolável. É mais forte que você. Vem do íntimo da sua alma e tudo o que você quer é ir embora pra sua cama, certo? Lógico! Mas você ainda tenta tomar um café, um chá, um boldo puro, cheirar orégano, mascar meia, qualquer merda de coisa que faça com que você consiga ao menos fingir que tá conseguindo prestar atenção! E quando tá foda o suficiente pra você decidir que foda-se, vou pra casa, a última palestra de 1h30 é tão boa que teu sono some e você fica desperta e feliz.

Lógico que a empolgação durou cerca de 1h depois da palestra, o sono voltou e taus.
Aliás, alguém conhece algo melhor que café ou Guaraná com Taurina e chá preto master plus? Porque tá difícil.

Eu já deveria estar fisicamente sussa com o emprego novo/aulas 2x na semana. Não entendo de onde tiro esse sono infundado. Vou procurar no Yahoo Respostas.
BTW, o cara do Yahoo tava dando palestra hoje.
Eu devia ter perguntado se ele espirrou sonífero no ar. Dã!

Pluviômetro

Não é que eu não goste de chuva. Muitíssimo pelo contrário. Eu AMO chuva.

Adoro aquele tempinho bem fresco, úmido, gotas nas plantas, guarda-chuva. Adoro o cheiro de grama que fica nos parques e jardins, terra molhada. Adoro viajar com aquele chuvisco calmante, dia cinza gostoso, música tocando com o namorado do lado. Adoro cochilar com a janela aberta quando o dia está assim. Cobrir metade do corpo, sentindo o ventinho fresco e molhado vindo do tempo chacoalhar o cabelo. Adoro o som do ventinho fresco e molhado. Adoro tempestades com o DVD passando um filme de terror assustador, debaixo do edredom com a Tequila, ou agarrando o braço dele.

Eu AMO chuva! Eu amo quando, depois de 6 dias de sol escaldante e pele queimada e ardendo, a praia amanhece chuvosa, e saímos pra passear na areia molhada, de camiseta por cima do biquíni. Cada gota é um sinal de alívio gostoso.
Eu amo chuva! Adoro deitar no sofá cheio de travesseiros e ler Harry Potter ou Stephen King ao som da água caindo lá fora. A-do-ro!
Mas veja bem. Tudo tem seu limite, certo? E eu admito chuva aos finais de semana, e admito chuva nas férias e no último dia de praia. Eu adoro chuva pra dormir, e pra descansar.

Mas chuva em plena segunda-feira de trabalho, em São Paulo, eu não amo não. Tenho asco. O cabelo fica nojento, o pé molhado, o trânsito caótico. Os rios cheios de caca transbordam e os túneis viram toboáguas. As favelas desmoronam, as pessoas perdem suas casas e cachorrinhos nadam com ratos saindo de esgotos vindos de bueiros entopidos por essa gente porca. Portanto, por mim, que chova durante meus finais de semana sonolentos ou de PGE, e que chova enquanto eu durmo, mas que seque antes de eu sair de casa.
Porque São Paulo é terra do demo, e o demo não gosta da água do Papai do Céu e transforma ela em caos.

E pode me chamar de egoísta se quiser.

Do Not Disturb

Tenho muito trabalho a fazer, mas não consigo. Meu pensamento fica preso à coisas que eu já deveria ter deixado pra trás, como minha cama, por exemplo. Sono, muito sono. Fico pensando se isso é normal, sabe. Esse sono todo, eu digo. Talvez seja, mais que preguiça do trabalho e da faculdade, preguiça de viver, e tal. Não sei, mas não me anima muito acordar e pensar no dia que tenho pela frente. Aliás, não me anima nada. Trânsito – trabalho – trânsito – PGE. Diariamente. As pessoas dizem “calma, tá acabando”, mas calma é um catzo! Os olhos ardem, a cabeça dói. Não tenho tempo de tomar um banho demorado e tirar esse cheiro de cidade do meu cabelo. Péssimo. Não culpo nada por isso, e nem ninguém. O problema é que morar tão longe do trabalho e enfrentar essa rotina diariamente tem destruído todas as células de bom humor e simpatia dentro do meu humilde coração, e eu quero que as pessoas morram queimadas no mármore do inferno. Quero mesmo, sem dó. Não tô pra gente me enchendo o saco não rapá; e acho que minha cara de pit bull acorrentado e faminto mostra um pouco disso.
Pessoas curiosas me irritam, pessoas burras me irritam, pessoas atrasadas me irritam. Aliás, acordar me irrita. E me irrita não poder ir embora dormir às 18h em ponto, também. Me irrita a saudade, me irrita o bom humor alheio. Mas não é uma irritação daquelas AHHHHHH, é mais um incômodo, mesmo. “Não fala comigo, e estamos bem.”, sabe? Mais ou menos por aí. E não, não é TPM. É cansaço de esperar que tudo termine e eu possa voltar à minha rotina de sábados embaixo das cobertas, e só.
Sono… muito, muito sono. O departamento ainda tá vazio, tô me sentindo uma bola com essa roupa e meu cabelo tá num mau dia. Torcicolo, ainda por cima.
E eu tenho muito, mas muito trabalho a fazer, mas não consigo.

Protótipo de paraíso:

Um apartamento no 50º andar de um prédio chique. Alto, né? Tão alto que aquele som alto da cidade não consegue alcançar. Uma porta-janela de vidro que dá direto para uma grande sacada. Em frente, um parque enorme e arborizado, de preferência com um laguinho. A grade da sacada é de vidro também, de modo que dê pra deitar na espreguiçadeira, e ler com a imagem do parque. Dentro do quarto uma cama gigantesca e macia, cheia de almofadas. Uma tv enorme e uma coleção interminável de DVDs e canais a cabo. Do lado uma estante recheada de livros. Um telefone que só as pessoas que você ama / que nunca ligam tem o número, e um banheiro acoplado com uma hidromassagem maravilhosa.
Um cachorro limpo e cheiroso (visualize aqui o seu próprio cachorro) como companheiro de sonecas, e um vaso de rosas que seu namorado querido que chega do trabalho no fim da tarde mandou logo de manhã.

Imagine.


Muris in the air

Acho que posso considerar este blog como uma espécie de sanatório particular. Psicanálise digital. Do tipo: eu reclamo, você lê. =o)

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