dose: 1/4 de lexotan

É, parece que as coisas estão entrando nos eixos.

Não que eu não ache que a minha casa tá bagunçada, ou que eu deveria gastar menos. Não que eu não tenha roupas pra lavar e coisas pra fazer, ou algumas metas pessoais pra alcançar. Não. Não que esteja tudo bem. Mas tenho a sensação de que as coisas estão entrando nos eixos. Sabe quando você precisa encaixar uma peça em outra e tenta, tenta, tenta, tenta… e não escuta aquele ‘plec’ delicioso que significa que finalmente encaixou? Quando a gente escuta o ‘plec’ basta apertar firme pra não soltar (às vezes dá até vontade de colar com Super Bonder), e partir pra outra etapa. Mas tem aquele momento depois do sentimento de que nunca vai conseguir encaixar a porra da peça no lugar certo. Aquele momento que os braços já estão doendo, você tá com os dedos machucados de tanto tentar achar um jeito de encaixar, mas continua perseverando. Aquele momento depois da certeza de que vai dar certo e do desânimo. Aquele em que a coisa vira questão de honra. Birra. Sabe?

Então, eu tô nessa fase. A fase da birra. A fase de fazer de propósito, de ignorar o cansaço e continuar tentando porque agora é questão de honra que a coisa encaixe. Porque ela precisa encaixar pra funcionar. Porque é só uma peça de toda uma máquina. A máquina não anda sem essa parte. E eu não vou desistir.  Não. Não vou, não.

Fora isso, baixei todos os episódios de V que poderia, vi 1. Terminei um livro e peguei o outro. Fui pra Sorocaba assistir um dos melhores shows de toda a minha vida, com a minha coisa fofa ali na minha frente e o coração não acreditando nos sorrisos todos que apareciam. O olho que brilha e não pára, isso é coisa que fica no fundo dos olhos da gente, passeando nas lembranças. Volta pro coração e fica ali quietinho. Sempre.

Sabe quando uma notícia que te deixaria muito triste não te machuca porque tem bilhões de notícias e coisas boas formando um escudo em volta de você? Quando você olha em volta e vê que não está se sentindo mal com coisas que normalmente te deixariam mal? Quando você consegue enxergar um pouco além daquilo que normalmente enxerga e vê que além daquele campo de visão antigo tem muito mais?

Então.

Eu não sei como, nem por quê. Sou a pessoa mais mau humorada de que se tem notícia nesse mundo, vocês sabem. Acho que o Lexotan tá fazendo efeito… ALOKA! Brinks! Hehehehehhe! A verdade é que amanhã posso não estar me sentindo mais assim. Mas acho que não.

Espero que não.

Por enquanto tá tudo tão perto, mesmo que longe, que já posso quase ouvir o ‘plec’.

musiquinha: John Mayer – Why Georgia

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