O que será?

O que será que me dá,
Que me bole por dentro, será que me dá?
Que brota à flor da pele, será que me dá?
E que me sobe às faces e me faz corar.
E que me salta aos olhos a me atraiçoar.
E que me aperta o peito e me faz confessar?
O que não tem mais jeito de dissimular,
E que nem é direito ninguém recusar…
E que me faz mendigo, me faz implorar.
O que não tem medida, nem nunca terá.
O que não tem remédio, nem nunca terá.
O que não tem receita.
O que será, que será?
Que dá dentro da gente e que não devia.
Que desacata a gente, que é revelia.
Que é feito uma aguardente que não sacia…
Que é feito estar doente de uma folia.
Que nem dez mandamentos vão conciliar!
Nem todos os unguentos vão aliviar!
Nem todos os quebrantos, toda alquimia!
Que nem todos os santos, será que será?
O que não tem descanso, nem nunca terá?
O que não tem cansaço, nem nunca terá?
O que não tem limite.
O que será que me dá,
Que me queima por dentro, será que me dá?
Que me perturba o sono, será que me dá?
Que todos os ardores me vêm atiçar,
Que todos os tremores que vêm agitar,
Que todos os suores me vêm encharcar,
que todos os meus nervos estão a rogar,
Que todos os meus órgãos estão a clamar!
E uma aflição medonha me faz implorar!
O que não tem vergonha, nem nunca terá!
O que não tem governo, nem nunca terá!
O que não tem juízo.

O que será que me dá,

Que me bole por dentro, será que me dá?

Que brota à flor da pele, será que me dá?

E que me sobe às faces e me faz corar.

E que me salta aos olhos a me atraiçoar.

E que me aperta o peito e me faz confessar?

O que não tem mais jeito de dissimular,

E que nem é direito ninguém recusar…

E que me faz mendigo, me faz implorar.

O que não tem medida, nem nunca terá.

O que não tem remédio, nem nunca terá.

O que não tem receita.

O que será, que será?

Que dá dentro da gente e que não devia.

Que desacata a gente, que é revelia.

Que é feito uma aguardente que não sacia…

Que é feito estar doente de uma folia.

Que nem dez mandamentos vão conciliar!

Nem todos os unguentos vão aliviar!

Nem todos os quebrantos, toda alquimia!

Que nem todos os santos, será que será?

O que não tem descanso, nem nunca terá?

O que não tem cansaço, nem nunca terá?

O que não tem limite.

O que será que me dá,

Que me queima por dentro, será que me dá?

Que me perturba o sono, será que me dá?

Que todos os ardores me vêm atiçar,

Que todos os tremores me vêm agitar,

Que todos os suores me vêm encharcar,

que todos os meus nervos estão a rogar,

Que todos os meus órgãos estão a clamar!

E uma aflição medonha me faz implorar!

O que não tem vergonha, nem nunca terá!

O que não tem governo, nem nunca terá!

O que não tem juízo.

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