Querida, cheguei!

E, enfim, voltei pra casa. Não que a minha casa, ou seja, o apartamento onde moro com a Tequila e uma amiga em São Paulo, tenha realmente a cara de uma casa. Quero dizer, a cara de uma casa não tem mesmo como ter, afinal, é um apartamento. Mas eu digo a cara de um lar e todas as coisas que esse lance envolve.
Na verdade eu sempre acreditei que minha casa paulistana tinha cara de casa de estudante e que tava bom. Mesa, sofá, cadeiras, fogão, geladeira, freezer, microondas e um quarto cheio de livros, TV, computador, DVDs e fotos. Mas acontece que, talvez pelo fato de eu não ser mais estudante ou ter ficado quase 2 meses em casas com cara de lar, eu estranhei muito.
Tipo assim: eu entrei em casa e achei ela tão pelada. As paredes beginhas dela eram tão só e puramente bege, e os móveis eram tão espalhados e distantes que eu me senti meio carente de um lar com cara de aconchego. E daí ontem eu me matei.
Acordei cedo e fui em todos os lugares que pessoas que não são mais estudantes vão: loja de utilidades domésticas, floriculturas e seção “Cozinha” do supermercado. Ajudei a faxineira, tirei uns 15kg de roupas e sapatos pra doar e etc. O esforço valeu, mas ainda não tá legal. Sei lá. A planta na sala deixou ela mais com cara de espera de consultório médico que sala de TV. =/
Mas a cozinha tá bacana, potinhos coloridos e pratos bonitinhos e copos desenhados.
Falando em bacana, hoje eu descobri que a Tequila é fresca e muito seletiva com relação à camas.
Ontem eu fui na pet e comprei uma cama nova pra ela. Posso dizer que fiquei cerca de 45 minutos escolhendo camas e preços, e optei por uma cara, mas não tão cara. Fofíssima, cor-de-rosa desenhadinha e com cara de bebê. E ela odiou. Eu colocava ela na cama, e ela saía correndo. Ficava toda dura quando eu tentava fazer com que ela entrasse. Então que remédio se não trocar a cama, não? E como tinha ficado exatamente larga a cama, levei a Teca pra saber o tamanho certinho.
Na loja, eu colocava caminhas no chão e chamava ela pra subir, e ela não entrava em nenhuma! Até que peguei uma das mais caras da loja, em todo o sentido da palavra cara, e ela pulou na cama, fucinhou e deitou. Ela me olhava com cara de “Mãe, é essa que eu quero!” e eu, sonsa que sou, não consegui recusar.
Ela escolheu uma cama muito mais sóbria e adulta que a que eu tinha escolhido. Florida com detalhes em verde.
Acho que ela também entrou no lance de lar com cara de gente grande e tal. E quis colaborar.

Teca se peparando pra levantar e correr da cama nova que eu escolhi, ontem à noite.

Teca deitada bem feliz na cama nova que ela escolheu, hoje à tarde.

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1 Response to “Querida, cheguei!”


  1. 1 Sr. D 17/02/2008 às 21:47

    Tenho uma solução pra ti.
    Volta a estudar! =D Um PGE a mais não vai te machucar.


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