Harry Potter e as Relíquias da Morte

Que eu gosto de ler não é segredo, mas Harry Potter é o tipo de história que me faz ficar vidrada de tal maneira que eu mal consigo dormir sem saber o desfecho.

Tipo de história é modo de dizer, aliás. Eu nunca na vida encontrei sequências de textos e desenrolar de histórias tão bem amarradas, pensadas e interessantes quanto as da J.K. Rowling sobre o Menino-Que-Sobreviveu. A saga do bruxinho mais querido do mundo me encantou de um jeito muito mais apaixonante que qualquer extraterrestre bizarro ou zumbi maléfico do meu querido Stephen King. Claro que não se pode comparar os estilos de ficção, afinal, um fala de magia, o outro, de terror puro. Porém eu confesso que, entre os dois, eu acompanharia a história do Harry, sem cansar, sempre.

Eu fico impressionada com a maneira como a Rowling pensa, e na capacidade que ela teve de imaginar, criar, detalhar um mundo tão complexo. Os nomes das coisas, pessoas, plantas, funções, feitiços. As tradições, as leis, as lendas! E os detalhes que se amarram e explicam no final coisas que você simplesmente não acredita que ela fosse conseguir explicar.

Eu já li muita coisa nessa vida, mas nenhum autor consegue me fazer dar gargalhadas e chorar de tristeza pela morte de um personagem. É incrível a forma como ela cria laços de afeição por pessoas que nunca existiram, e faz com que o sentimento daquelas palavras seja transmitido para o leitor de um jeito impressionantemente bem resolvido.
No final, cita-se trechos que só um fã consegue se lembrar, como o Hagrid estourando a porta do casebre no rochedo dos Dursley, o Rony vomitando lesmas, o salgueiro lutador, a Dedosmel, Canino, hipogrifos, Pichitinho e Bichento, o Quirrel e Tom Riddle, o diário, Gina, o basilisco, a ordem e o retrato da Sra Black amaldiçoando os sangue-ruins. Dobby, o elfo doméstico querido e fofo que salva o Harry várias vezes, e os gnomos que fazem buracos nos jardins dos Weasley.

São tantos detalhes, lindos, que não há como se duvidar da inteligência e criatividade desta mulher. Ganha de qualquer Tolkien, na minha opinião. Ah, ganha.
E, então, nesta madrugada eu esqueci do sono e li tudo, li todo o resto, li até o fim. E chorei como se tivesse vendo um filme sobre a guerra do Iraque. Porque Harry Potter brilha, J.K. Rowling brilha, e ninguém mais no mundo conseguiria me fazer, depois de 5 anos, achar o Snape querido.
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