Minha paixão por gatos é bem antiga. Façamos as contas: eu tenho 22 anos, me conheço por gente desde quando eu tinha uns 2, que é a partir, mais ou menos, de quando eu me lembro de fatos, mesmo. Então taí, esse é o tempo que reconheço minha paixão: 20 anos.
Meu primeiro gato foi um bichano meio cinza que eu achei na calçada do Américo, o japonês que tem uma quitanda lá em Venceslau. Eu tava lá com a minha vó querida, que morava na quadra de trás. Era manhã cedo. Eu fiz que fiz até pegar o gato e levar ele pra casa da minha vó. Fui cochilar depois do almoço e quando acordei o gatinho tinha “fugido”. Foi a primeira grande dor da minha vida, mas passou tipo uns 40 minutos depois.
Daí depois disso teve o gatinho preto que a gente achou na rua, mas daí foi já lá na minha casa, mesmo. Lembro também que quando a gente foi pra praia no verão de 1990 apareceu outro. E uns dois meses depois os dois sumiram. Huh.
Depois teve o Bob, um gatinho siamês do rabo torto e cotoco que eu não vou lembrar agora de quem foi que eu ganhei. Ele chamava Bob por causa da Família Dinossauros. Juro! Eu devia ter uns 6 anos e não lembro que fim levou o Bob. Eu acho que ele sumiu, quando ficou mais velho ele andava ficando longe de casa muitos dias seguidos.
Daí teve minha paixão: a Tininha. A Tininha era pra ser Tinin (de titininin), mas a gente descobriu que o Tinin era fêmea. A Tininha teve várias crias, e numa delas a gente ficou com dois: o Miu e o Mau. O Mau entrou dentro do motor do carro e minha mãe não viu – final trágico. O Miu a gente deu pra moça que trabalhava lá na escola. Era muito triste ver ele procurando o irmãozinho.
A Tininha meu pai deu. Ela fazia sujeira do lado da churrasqueira e era muito fedido- juro. Ela deu a Tininha por que ela dava muita cria (na última em casa foram 11 filhotes) e fazia cocô muito fedido. Ele DEU A MINHA GATA, e eu acho que foi a primeira vez que mais chorei em toda a minha vida.
Daí a gente ficou uns anos sem ter gato, até que um dia eu fui assistir O Planeta dos Macacos, com a Ju, no cinema. E o macaco do filme chamava Péricles, e eu enfiei na cabeça que queria um gato pra dar o nome de Péricles. Daí no Natal eu pedi um gato. Um persa. Que dei o nome de Joey. Joey Tribianni, conhecem? Nunca amei tanto um bicho em toda a minha vida. Quando eu vim pra São Paulo, o Joey era o primeiro que eu agarrava quando chegava de volta e o único que eu abraçava chorando na hora de ir embora. Envenenaram o Joey.
Depois meus pais compraram uma gatinha que morreu e daí arranjaram a Pinky, nossa gata velha linda. Depois foi a Mel, que também morreu de ataque cardíaco, mas daí compraram a Annabeth, nosso sagüi lindo! Depois minha irmã achou na rua o Bichento, e agora o Preto.
Eu? Não aguentei ficar sem um gato aqui em São Paulo e peguei a Tica pra mim, salvei ela de um abrigo.
Enfim, tudo isso pra exemplificar em fatos minha paixão por gatos. Rimou. Foda-se.
Então, e daí que tem um cara que faz animações sobre gatos que mostra MUITO e PERFEITAMENTE como são os gatos. Vou por aqui pra vocês verem:
Sem mais.
Nunca tinha parado pra fazer as contas. É muito gato na minha vida. E o pior é que cachorros foram poucos… teve o Scotch, o Flufy, o Pipoca, o Nick, a Lilica e a Pitucha. E, claro, a Tequila. Teve também os hamsters todos, os coelhos (Lilica, Bolota, Lelhudo), o papagaio Lôro, o peixoto, meu peixe. O Nemo e os Demos… Mas fica pra outro post.
ps: se eu achar fotos de todos meus gatinhos do post eu coloco aqui num Update depois!
Update: Gente, esqueci do meu galo (pintinho que criança ganha, sabe? Virou galo), da minha tartaruga Xuxa, das tartaruguinhas que se suicidaram pulando do aquário,…


